Esdras Nogueira e Marcus Moraes

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A Casa Museu Eva Klabin abre suas portas para a dupla Esdras Nogueira e Marcus Moraes em homenagem inédita ao centenário do maestro Moacir Santos (1926-2006), em 04 de julho, com curadoria de Chico Dub

O ano de 2026 marca o centenário do maestro e compositor pernambucano Moacir Santos (1926-2006), figura emblemática da música brasileira no século XX pela influência tanto de seus trabalhos e criações quanto dos ensinamentos que transmitiu a seus ilustres alunos. Criador das "Coisas" e membro do quadro de maestros da Rádio Nacional, Moacir escreveu seu nome no panteão da arte brasileira e também construiu carreira nos Estados Unidos.

Como celebração inédita do legado do maestro, a Casa Museu Eva Klabin apresenta o Concerto de Eva com o saxofonista Esdras Nogueira e o guitarrista Marcus Moraes, em 4 de julho, com curadoria de Chico Dub.

Essa não será a primeira vez que Esdras homenageará um mestre, já que o seu primeiro álbum (Capivara, 2014), foi dedicado à obra de Hermeto Pascoal (1936-2025). Nesta ocasião, porém o objetivo da dupla de instrumentistas é criar uma "leitura objetiva" da obra de Santos destacando sua influência estruturante na música contemporânea feita no Brasil.

Isso significa destacar sonoramente o legado de um compositor que valorizou as heranças de tradições populares como o maracatu e o baião, compôs arranjos de sucessos comerciais da Rádio Nacional desde os anos 1940 e ensinou a geração da Bossa Nova. Moacir, elo entre eras, foi aluno de mestres como Ernst Krenek e Hans-Joachim Koellreutter e professor de mestres como Baden Powell e João Donato.

Os artistas

Esdras Nogueira é saxofonista e produtor cultural com cerca de trinta anos de atuação profissional no meio da música. Compositor com cinco álbuns solos, ele colaborou com a banda Móveis Coloniais de Acaju por vinte anos e tornou-se referência da música instrumental brasileira.

Marcus Moraes é compositor e violonista com forte atuação na cena brasiliense, sendo egresso do curso de violão da Universidade Nacional e figura que circula realizando shows e gravações em espaços da música independente da capital. Com seis álbuns solo lançados até o momento, ele também colabora com o grupo Passo Largo.

O homenageado

Natural do sertão de Pernambuco, Moacir Santos nasceu em julho de 2026 em Vila Bela, mas mudou-se com sua família para Flores do Pajeú, em uma região habitada por povos indígenas e quilombolas, próxima à divisa entre o estado e a Paraíba. Foi na adolescência que se aproximou das bandas da região e conheceu os sons dos pífanos e tambores. Com o apoio de mestres como Paixão, o garoto Moacir já desenvolvia intimidade com o saxofone desde os catorze anos. Além disso, nessa altura já aprendera a tocar clarinete, pistão, banjo, violão e bateria. Nascia, assim, um maestro brasileiro.

Nos anos 1940, Moacir teve as suas primeiras experiências profissionais como músico. A primeira delas na Rádio Clube de Pernambuco, antes de ingressar na Banda da Polícia Militar do Estado. Na Paraíba, foi regente da orquestra da Rádio Tabajara, quando já se casara com sua esposa, Cleonice. Chegou ao Rio de Janeiro em 1948 e, pouco depois, ingressou no time da poderosa Rádio Nacional. A partir de então, desenvolveu relações com importantes mestres da música brasileira que o conduziram nos estudos teóricos e o influenciaram em sua prática artística, tendo sido assistente de Koellreutter e aluno de Krenek.

Tornou-se, a partir dos anos 1950, uma importante referência para a música brasileira, tendo registrado sua obra em discos como "Coisas" (1965), "The Saudade" (1974) e "Ouro Negro" (2001). É considerado o patrono da Bossa Nova por ter sido professor e mentor de expoentes do movimento como João Donato, Carlos Lyra, Sergio Mendes, Roberto Menescal, Lara Leão, Dory Caymmi, entre outros tantos, sendo os seus princípios e ensinamentos diretamente influentes para a  consolidação estética do gênero que se tornou conhecido mundialmente.

Repertório do concerto

  1. Nanã

  2. Coisa nº 06

  3. Amphibious

  4. Coisa nº 01

  5. Sou eu

  6. Coisa nº 02

  7. Maracatu nação do amor

  8. Coisa nº 04

  9. Coisa nº 10

Todas obras compostas por Moacir Santos

Referências

Serviço

Esdras Nogueira e Marcus Moraes

Abertura: 17h

Período: Sábado, 04 de junho 2026

Local: Casa Museu Eva Klabin

Av. Epitácio Pessoa, 2.489 | Lagoa – Rio de Janeiro

Ingressos: R$60 (R$30)

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